Como a Indústria Farmacêutica Pode Vencer Num Mundo Digital - Parte 1

Como a Indústria Farmacêutica Pode Vencer Num Mundo Digital - Parte 1


A Revolução Digital está a serviço da Indústria Farmacêutica.

A Revolução Digital continua a transformar fundamentalmente o modelo atual de gestão da saúde. Muitos acreditam que um ponto de inflexão, finalmente está ao seu alcance.

Em 2014, os investimentos em Digital Health - Saúde Digital - chegaram a US$ 6,5 bi em comparação com US$ 2,9 bi em 2013.

Indústria Farmacêutica tem uma questão crítica com a qual lidar, e esta é descobrir o melhor modo de permanecer à frente das mudanças que virão. As implicações serão demonstradas neste artigo através dos comentários realizados em entrevistas  realizadas por David Champagne, Amy Hung e Olivier Leclerc (e aqui livremente traduzidos com meus comentários), realizados com 20 líderes pertencentes a uma ampla variedade de segmentos, incluindo: Análises, Biotecnologia, Dados, pharma, BigPharma, Provedores, Tecnologia e Capital de Risco.

Todos partimos do consenso de que Healthcare  - cuidados da saúde - continua a transformar-se com o intuito de manter a competitividade dentro do segmento farmacêutico. Sim, estão adotando novos e longos prazos para promoverem suas inovações e movimentações estratégicas. Estas conclusões resultam em três temas importantes:


  • Mudanças dramáticas nos papéis e dinâmicas das partes interessadas na saúde tradicional com implicações fundamentais para as empresas farmacêuticas.
  • Reinventá-las como empresas de soluções e não como empresas de ativos.
  • A tecnologia está pronta, mas as empresas farmacêuticas precisam mudar, caso desejem habilitar-se a utilizá-la com mais sucesso.


Tais temas sugerem que para se ter sucesso 3 grandes mudanças precisam ocorrer:

Avanço na mentalidade de bloco, abraçando a experimentação, assumindo riscos;

O desenvolvimento de uma cultura colaborativa sem barreiras;

Reinventar a empresa através da construção de capacidades além do modelo de saúde tradicional, atualização o modelo operacional.

Temas emergentes

Tais implicações básicas para as empresas farmacêuticas requem ajustes dramáticos em suas visões estratégicas a médio e longo prazo. A Revolução Digital deu origem a uma revolução do consumo simbolizada por uma crescente demanda por conectividade e informações. Os consumidores utilizam novas ferramentas tecnológicas e se tornam mais ativos e auto-direcionados, mudando o modo como executam suas interações. Como resultado, estas novas formas, um tanto desconhecidas, afetam fundamentalmente a Indústria Farmacêutica:

As pessoas estão começando a controlar os seus próprios tratamentos de saúde. Os pacientes estão se tornando mais do que apenas recipientes passivos de terapias. O Healthcare será conduzido, muito mais pelos consumidores, do que pelos médicos, com os pacientes trazendo cada vez mais informações sobre como devem ser tratados, diz Dr. Bertalan Meskó, PhD, autor de My Health: Upgraded: Revolutionary Technologies To Bring A Healthier Future (September 2015) e The Guide to the Future of Medicine: Technology AND The Human Touch (2014).

Com os pacientes assumindo maior controle sobre sua própria saúde, incluindo a questão terapêutica, as empresas farmacêuticas deverão reconhecer, neste novo poder de decisão, a necessidade de desenvolver melhores maneiras de conquistá-los. Isso não é fácil. Li Ma, Health Information Technology no Alibaba, diz que "muitos tentam envolver os pacientes. Mas têm dificuldade em definir exatamente qual modelo de engajamento ecoará melhor entre seus clientes."

Algumas companhias farmacêuticas já reconhecem a importância crescente de se conectarem com os pacientes e estão fazendo algo sobre isso: "Usamos diferentes abordagens, dependendo do público-alvo, para alcançar os pacientes através de um número de canais que se relacionam especificamente com suas preferências. Observamos o comportamento do paciente através da comunidades on-line, participamos em fóruns sobre as comunidades de pesquisa, observamos as interações médico-paciente, e usamos métodos quantitativos para analisar as tendências, ajustando o conteúdo, conforme o necessário para conduzir melhor seus compromissos."

Se as empresas farmacêuticas querem ir além do engajamento e realmente incentivar as mudanças de comportamento na saúde, terão de criar diferentes tipos de soluções. Embora muitas soluções, especialmente aplicativos, tenham sido desenvolvidos nos últimos anos, nem todos podem ser adotados. Como comenta o Dr. Todd Johnson, CEO da Noble.MD: "Os aplicativos podem até estender algum suporte aos pacientes, mas não estão projetados para resolver as necessidades da indústria farmacêutica em seu modelo de negócio. Por outro lado, o mercado precisa desesperadamente de aplicativos que impactem sobre as necessidades do pacientes e / ou provedores, viabilizando interfaces com um impacto real e mensurável sobre a qualidade da saúde e seu custo. Se esses aplicativos, adicionalmente, atenderem as necessidades do negócio em seus níveis secundários e terciários, terão alguma chance de serem adotados."

Dan Goldsmith, Executive Vice President, Global Accounts da Veeva, empresa baseada em soluções na nuvem, eleva ainda mais a ideia. "Nos próximos anos, em vez de pacientes apenas serem informados, participarão ativamente das decisões terapêuticas e abordagens de tratamento feitas para si em íntima associação com seus médicos."

O ambiente clínico mudará radicalmente. Com os consumidores se tornando mais engajados, precisando de cuidados mais complexos, os médicos também precisarão de novas habilidades e ferramentas. "A forma como os médicos passam o tempo mudará dramaticamente."

Os médicos também terão de integrar quantidades cada vez maiores de dados sobre a saúde, tradicionais e não tradicionais, centenas de registros eletrônicos fragmentados, bem como dados de milhares de dispositivos portáteis e outras tecnologias. Este avanço é crucial porque os dispositivos portáteis, ainda no estágio de nível recreativo, estão mudando incrivelmente e em última análise, serão ferramentas, observa o Dr. Eric Schadt, diretor fundador do Instituto Icahn no Monte Sinai.

No futuro próximo, os médicos poderão receber um fluxo constante e diário de dados de alguns pacientes. A pílula de hipertensão Diovan, com o chip Proteus incorporado, já está em testes, com resultados estelares. O chip registra o momento em que o paciente toma uma pílula e transmite esta informação a partir do interior do corpo do paciente que usa um patch, que também captura outros dados fisiológicos. Esta informação pode ser compartilhada com um smartphone, um laptop, e na nuvem, de modo que o paciente e o provedor possam acessá-los. Tais desenvolvimentos levaram Dr. Krishna Yeshwant, sócio geral da Google Ventures, a concluir que "os médicos precisam operar em ambientes complexo, com uma maior gama de ferramentas. Precisam de um pacote de soluções que navegue neste ambiente. Haverá uma proporção menor de encomendas a diagnósticos e a interpretação de resultados. Mas, aumentará muito a análise dos elementos sociais dos pacientes, ajudando na área da saúde em colaboração com o que as famílias pensam sobre as opções de tratamento", diz Vinod Khosla, CEO da Sun Microsystems e fundador da Khosla Ventures

A fidelidade dos pacientes à marca, encolhe conforme sob o custo em suas consciências. As pessoas estão agora muito menos leais a marcas e empresas. Sejam empresas seguradoras ou farmacêuticas que produzem seus medicamentos. "O prazo médio para um membro ficar num plano de seguro individual é algo como 2 ou 3 anos", diz Sanjay Mathur, CEO da Silicon Valley Data Science. Os motivos variam de acordo com os empregadores que adotaram novos planos para cortar custos: "No futuro, ninguém vai se importar com o tipo de medicamento ou dispositivo. Com livre acesso a inúmeros fornecedores de dados sobre saúde, então disponíveis, o método de seleção mudará dramaticamente". O aumento da consciência dos pacientes sobre custos, agravará essa tendência. Compararão o que pagariam por diferentes planos e suas respectivas eficiências de acordo com seus preços e diferentes tratamentos. Assim como você usa aplicativo para achar hotéis mais baratos e eletrodomésticos mais em conta, apps ajudarão nessas decisões aparentemente complexas.

As empresas farmacêuticas deverão perder o controle exclusivo sobre seus históricos. Dados de ensaios controlados, cuidadosamente guardados, já não serão a única fonte de dados sobre resultados. A dinâmica entre os jogadores está evoluindo: Distribuidores estão se expandindo em áreas que provedores e empresas farmacêuticas tradicionalmente pertencem. "Com o acesso aos dados sobre saúde tornando-se mais facilmente disponíveis, de uma forma mais digerível, pagadores e provedores terão mais informações para conectarem-se aos resultados e poderão informar preços com base no seu valor", diz Amy Abernethy, MD e PhD, médico-chefe e vice-sênior presidente da oncologia no Flatiron Health. "A indústria da saúde vai começar a fundir as linhas entre as partes interessadas e se estabelecerá muito rapidamente".


Para as empresas farmacêuticas, não será suficiente aceitar que continuarão controlando totalmente os seus dados de produtos. Para acessarem dados do mundo real a partir de muitas fontes, também precisarão fornecer outros com mais acesso aos seus próprios dados de ensaios, colaborando conforme for apropriado. Como Neeraj Mohan do Grupo Blackstone disse: "As empresas farmacêuticas podem pensar que precisam manter seus dados seguros, mas não ser transparente sobre seus ensaios clínicos, na verdade as colocará numa desvantagem perigosa em frente a grupos de doentes e, por fim, a seus reguladores".



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